Saturday, December 31, 2011

FELIZ ANO NOVO



As verdadeiras realizações pessoais,são realizações Universais.Não adianta querer ser água se nasceste para ser fogo.Este é o caminho do coração,o caminho da verdade de ser,a senda através da qual encontras Shiva e onde te tornas Shiva.É nesta ponte que conduz ao infinito que TO BE se funde em unidade comportamental com TO DO.É nesta aparente simplicidade que reside a essência da senda espiritual.É através deste contributo,único,que a consciência individual se revela como côsmica,onde o sva dharma se encontra com o dharma.
 A Casa Hanuman deseja a todos um Ano auspicioso,cheio de realizações,onde o amor e a alegria sejam a realidade.
                                                                                          SIVOHAM

Saturday, December 24, 2011

SIVOHAM,SIVOHAM,SIVOHAM COMO MENSAGEM NATALÍCIA

A Casa Hanuman deseja um bom Natal a todos.
Nesta época em que comemoramos o nascimento do Avatar do Amor,queremos deixar como prenda Natalícia aos leitores do Kavi Sadhana este poema de Sri Swami Sivananda.
Que uma profunda reflexão no seu significado nos possa ajudar a encontrar esse Amor dentro de nós e a transporta-lo para os nossos actos nesta época em que,em nome do Amor,acontece a maior carnificina anual com os nossos irmãos do reino animal.




Realizei a identidade
da alma índividual com a Alma Suprema
Sat-chit-ananda é a minha natureza essencial
minha mente afastou-se dos objectos externos
estou profundamente intoxicado de Deus

Toda a tristeza,dor e medo desapareceram
estou sempre em paz e alegre
Eu sou a Verdade,a Pura Consciência e a Bem-aventurança
Eu brilho como uma chama Divina

Em todos os seres vivos
exprimentei a Bem-aventurança do Eterno
alcançei o objetivo da vida
Nesse Brahma eu sou!

Nesse Brahma que é Satchidananda
Que é o habitante e o soberano interior
Que é o ventre dos Vedas
Que é o criador do Universo
Que é o substrato de todas as coisas
Que fornece luz ao intelecto
Que se oculta em todas as formas
Que é adorado pelos Rishis
Quem os Vedas proclamam
Quem os yogues desejam para alcançar o Samadhi
Que é o terror de Indra e de Agni
Sri Swami Sivananda
Que é doce ao yogue disciplinado
Esse Brahma em verdade sou eu!
Sivoham,Sivoham,Sivoham!


        



P.S.Ofertado a todos os leitores da Casa Hanuman no geral e especialmente á Marta Silva.
Boas Festas Marta

Thursday, December 15, 2011

ASHTANGA YOGA E FRACTURA DE FÉMUR


Muita gente não precebe o que leva alguém a escolher esta prática como seu Sadhana,menos ainda o que levará este senhor com uma fractura no fémur a adapta-la no sentido de poder praticar
.No entanto,mesmo sem a ter exprimentado, tenho ouvido muita gente emitir as suas opiniões sobre esta prática,classificando-a perante as suas visões do que é,ou deveria ser yoga.O que não deixa de ser curioso pelo caractér essencialmente prático e exprimental que premeia todo o yoga Darshan.
Através de uma pequena reflexão acerca do que seria "exprimentar"concluimos que,definitivamente não é realizá-la uma vez e retirar dai conclusões apressadas,mas praticá-la o tempo necessário a que,incorporadas todas as técnicas que a caracterizam,possamos sentir os seus efeitos e então em consciência decidirmos se nos serve ou não. Uma boa analogia é a de decidirmos exprimentar surf e não conseguindo ficar em pé logo na primeira tentativa,desistirmos e desatarmos a detonar a modalidade,sem termos chegado a surfar.Prática constante e desapego pelos resultados,são dois conceitos bem conhecidos pela comunidade yogue,ou deveriam ser.
Esta pequena reflexão,ou desabafo,não é um apelo á prática do Ashtanga yoga ou uma declaração de amor pela mesma.É no máximo um apelo á liberdade de cada um escolher a prática com que mais se identificar,e no processo entender que cada um de nós têm necessidades diferentes,o que faz com que as diferentes propostas de prática não sejam boas ou más,mas úteis. 
Este texto aplica-se ás diferentes linhas e tradições do yoga,onde encontra a sua utilidade e a razão de ser,não servindo ou justificando propostas de seitas ou métodos elaborados com base em alucinações,que servem os nobres ideais de encher os bolsos a quem os elaborou,corrompendo desinformados e desvirtuando os nobres ideais sobre os quais o yoga floresceu.
Não me estando a referir a nenhum caso em particular,reservo ao leitor a capacidade de discernimento, quando se deparar com estes casos no geral.
                                           OM TAT SAT

Monday, December 12, 2011

REFLEXÕES DE EXTÂSE E LUCIDEZ AO DOMINGO DE MANHÃ



Domingo de manhã sempre foi um espaço em que a maioria de nós humanos,por tradição, nos dedicamos aos prazeres do pensamento reflexivo.
Aproveitando essa forte corrente psíquica que se pôem em marcha,eis como e quando a resolução para a violenta crise que assola o país e o mundo se me apresentou taxativamente sob a forma de algumas propostas reformativas;e o mais curioso,espante-se o amigo leitor, foi o pensamento semente que desencadeou toda essa revolução cerebral:os problemas da arbitagem no futebol.
Peço então ao prezado leitor que acompanhe e aprecie,as subtilezas do pensamento encadeado que,caso as propostas ganhem pernas para andar, vai resolver os intrincados problemas com que as sociedades se debatem
.O caso dá-se relativamente ao espaço geográfico onde tenho a tenda montada,mas sem grande esforço o leitor poderá transportar tudo isto para a sua comunidade ou mesmo para o mundo como um todo.
Ora então vamos lá.
A foto acima publicada resume a proposta relativamente aos problemas da arbitagem no futebol,e como uma imagem,dizem,vale mais que mil palavras.....
Á laia de recomendação,vale dizer que estes senhores fizeram votos de satya (verdade) e ahimsa(não violência) aquando de sua entrada para a federação.
Também alguns siddhis(poderes psiquicos) como o da audição e visão internas,leitura da mente ou mesmo a bilocação e levitação poderão,eventualmente,ser ferramentas úteis durante a contenda,desculpem jogo,á disposição da equipa de arbítagem,ficando a ganhar desta forma,tanto a verdade desportiva como o espetáculo.
Organizemo-nos então,de forma a que façamos chegar aos orgãos,a de que direito,uma petição que assista a obrigatóriedade da disciplina yoguica nos cursos de formação da A.P.A.F.(associação portuguesa de arbitros de futebol).
E quem sabe,caso a medida alcançe resultados invejáveis,possamos posteriormente introduzir a coisa nas sedes partidárias ou até mesmo na assembleia da república,promovendo debates onde deputados esgrimissem os seus argumentos telepáticamente,poupando dessa forma o país a ouvir coisas do género"os portugueses,pela estatística europeia,ganham bem",ou até mesmo durante as sessões parlamentares,deitando-se mão de técnicas meditativas,temas como,por exemplo,serviço á comunidade x serviço a mim próprio,encontrassem o caminho da união entre opostos,levando todas as alas partidárias a cantar em uníssono a canção do desapego,ou aquela outra do serviço desinteressado.
jnana mudra(esq.) e boi mudra(drt.)
Agora,e se o leitor teve o discernimento de seguir o raciocínio até aqui,diga-me, não é uma solução maravilhosa?
E isto é só ao de leve,imagine o prezado leitor se fosse ensinado karma yoga aos deputados,a poupança que não seria só pelo simples facto de os mesmos conduzirem os seus próprios veiculos, prescindindo das viaturas e motoristas cedidos pelo estado,que é como quem diz cedidos por quem paga impostos.
E o que dizer dos subsídios de refeição,em que três dias da comidinha da boa prefazem o ordenado de um pai de família,caso fosse ensinado na assembleia da república a nobre arte de alimentação através do prana?Evidentemente por algúem que dominasse a matéria,e nem é preciso ir ao estrangeiro á procura de um especialista,cada vez existem mais portugueses a alimentarem-se do ar.Sugiro como nutricinista uma mãe de família habituada a fazer milagres para pôr a comidinha na mesa e a dosea-la para chegar para todos,a acompanhar as aulas de nutrição prânica,não vá algum destes nobres servidores da nação,por descuido,querer acumular prana a mais,correndo o risco de rebentar pelas costuras. 
eng.Sócrates em pronam mudra
 sob a batuta de seu guru
E isto é só a ponta do iceberg,muito mais poderia ser feito através da obrigatoriedade do yoga como disciplina em várias cadeias de comando.
Antevendo a sua utilidade,quero aproveitar para sugerir uma lei que obrigue a que todos os seres humanos ao domingo de manhã se dediquem as delícias do pensamento reflexivo,da nobre arte de pensar.




                     

Tuesday, December 6, 2011

MARICHYASANA

MARICHYASANA



Marichyasana.Este asana foi dedicado ao sábio Marichi.Diz a tradição que seu pai foi Brahma,o criador do universo e seu neto Surya,o deus solar doador da vida.
A prática regular desta asana alonga todo o corpo rejuvenescendo-o.É um asana de torção da coluna vertebral.Marichyasana aumenta os níveis energéticos álem de massagear e tonificar os orgãos abdominais.Melhora o funcionamento do fígado,do pâncreas,do baço,rins e intestinos.Reduz a gordura na zona da cintura,alivia lombalgia assim como dores nas costas.
É um asana muito completo,atua principalmente na saúde da coluna vertebral,proporcionando-lhe flexibilidade,alongamento e maleabilidade.
A coluna vertebral é o nosso Axis mundi,é através da sua manutenção e correto funcionamento que poderemos têr uma vida com qualidade.

Execução:
Partindo de Dandasana,sentado com as pernas esticadas e coluna erecta,dobre a perna direita de forma a que o calcanhar direito toque a nádega direita.Exalando traga o braço esquerdo de forma a que o cotovelo fique em contacto com a parte exterior do joelho direito e em movimento contínuo faça-o rodear o joelho.Traga o braço direito,que esteve apoiado no chão a dar sustentação a todo o processo,por trás das costas até o pulso ser agarrado pela mão do braço esquerdo(agarre primeiro os dedos,depois a palma da mão até chegar ao pulso).Agora levante todo o torso e faça-o rodar á direita.Vire a cabeça também á direita,olhando por cima do ombro.
Premaneça na pose por aproximadamente 30 segundos,ou o tempo que for confortável,fazendo respirações completas e profundas.Tenha sempre atenção em não comprometer a coluna,endireitando-a o máximo possívél.
Desfaça a postura inalando e enquanto retém a inalação vire a cabeça para a frente,a sua esquerda,exale soltando as mãos e retorne a Dandasana,a posição inicial.Agora repita todo o processo para o outro lado.
Este é o Marichyasana.
                                                                                    OM TAT SAT



                                                                                                                                                                                                                    


       

Saturday, November 26, 2011

NÃO ALIMENTAR O QUE DEVE MORRER,NÃO SEMEAR O QUE NÃO DEVE NASCER.


Antes de praticar yoga,ou melhor,entre a paragem desde as primeiras práticas efectuadas sem o minímo compromisso com o yoga e o seu estudo,há muitos anos atrás,e o compromisso com um sadhana diário e contínuo,que tento que não se confine somente a shala de práticas,houve um período de limbo,de experiências bem marcantes,que se de certa forma me marcaram pesadamente,esculpindo aspectos e traços de personalidade bem dificeis de serem trabalhados,visto por um outro prisma teve a luz de,sintetizando a minha forma de ver,estar e pensar,me ter conduzido ao yoga,desta feita de uma forma séria,consciente e com objectivos bem defenidos.
Foram tempos duros,anos carregados de escuridão,onde muita pouca luz entrava.
Esta catarse não têm uma conotação negativa,as coisas são o que são e foram as minhas escolhas que me colocaram a vivenciar as situações.
A infalível lei do karma,não é mais do que uma oportunidade de aprendizagem que potencialmente transporta a possibilidade de cumprirmos o nosso dharma,caso o ensinamento seja corretamente assimilado.
Quando as encruzilhadas das escolhas efectuadas me colocaram defronte ao ensinamento espiritual,o desespero causado pela vida que levava,pelos ambientes egoístas,pesados e repletos de escuridão que frequentava,falou mais alto e abraçei o ensinamento com todas as forças.De certa forma parecia que me tinha reencontrado com um velho amigo.
No processo criei uma quantidade de expectativas onde o sonho de aprender,viver e estar com pessoas que só tinham e queriam dar amor,onde não tivesse de estar sempre de pé atrás,onde pudesse finalmente relaxar,dominava.Crasso erro.
Cedo descobri que lá por serem ambientes espirituais não eram necessáriamente sinónimo das atitudes e maneiras de estar que tinha imaginado.
As vaidades extremas,os egos mascarados de shanti shanti,as atitudes em tudo falseadas mostrando algo que ao longe se vê a irrealidade e até uma maldicência sobre linhas e tradições antagônicas aquelas praticadas,eram comuns.
Um sentimento de superioridade,vindo de quem praticava relativamente a quem não praticava, delineado com denominativos mascarados de compaixão, do gênero "eles" ou as "pessoas"era comum sempre que se queria louvar algo que se fazia,praticava ou ensinava em determinado ambiente,invariavelmente colocando quem praticava num pedestal auto-eleito,com responsabilidades de pastor em relação ao rebanho que não praticava.
De certa forma também eu vejo e sinto essas responsabilidades, mas não com uma superioridade égoica,são responsabilidades de amor e união.A acção correta traz simplesmente uma responsabilidade tranquila.
Ainda hoje tenho coladas a fita cola várias situações e episódios que transporto com alguma mágoa,e mesmo com o passar do tempo,com o crescente entender da condição humana e a noção de que frequentar estes ditos ambientes não faz de nós seres humanos perfeitos,não deixo de as encarar com muito pouca tolerância e crêdito,mais ainda por essas atitudes partirem de pessoas que pelo tempo de estudo, prática e até mesmo de ensino,terem necessáriamente,ou pelo menos tentar ter,uma outra postura.
Cada vez mais sinto que o ensinamento que faz realmente a diferença é aquele que acontece através dos exemplos,um instrutor que não vive aquilo que ensina não têm credibilidade,tudo o que ensina fica na teoria,as suas palavras não trazem agregado o poder transformativo.
Não é difícil encontrar um professor de yoga carnívoro,e está bem,está no seu processo.
O que não está bem é não admitir esse seu processo,tentando tapar o sol com a peneira com alegações do gênero:Buda também comia carne e atingiu a iluminação.
Evidentemente que, quem está a aprender ou têm o discernimento muito bem afiado ou vai passar muito tempo com uma noção errada sobre a proposta que encerra o ensinamento.Ou sobre Ahimsa.
Outro exemplo recorrente é o de "professores" que utilizam o interesse e paixão inicial que o contacto com o ensinamento produz nas pessoas,em seu proveito próprio,tome ele forma monetária ou emocional.Verdadeiros predadores que utilizam o ensinamento e os sítios onde ele se transmite como seus territórios de caça.
Estas pessoas devido ás responsabilidades que assumiram quando escolheram a via do ensino, de representarem uma tradição de ensinamentos evolutivos,tornando-se elos de uma corrente que vêm desde tempos imemoriais,uma corrente de sábios e instrutores que dedicaram as suas existências a instruir e ensinar a humanidade,assim como pelo contacto prolongado que têm com o ensinamento,deveriam comportar-se de outra forma,pois já sabem as consequências de seus actos,relativamente a eles próprios e ainda pior,relativamente aos que não sabem as consequências que toda e qualquer acção provoca.
Outra aprendizagem dura foi a descoberta que um instrutor espiritual,tome ele a forma de mestre,instrutor ou simplesmente amigo não é algúem que nos passe a mão pela cabeça,ou um amigo como nós o compreendemos aqui no ocidente.
Muitas das vezes é extremamente duro e assertivo,no entanto denotas verdade nas suas atitudes,é alguém que te dá exatamente na medida que necessitas receber.
É aquela pessoa que te toca exatamente onde doí,mas com o intuito de remover a dor.
O que acontece é que as nossas expectativas,ou ilusão, sobre o que seria o"carinho"de um mestre espiritual,assim como o nosso ego,muitas das vezes não nos deixam aprender essas lições,e consequentemente remover as dores.
Mas isto é alguém comprometido com o ensinamento,e não comprometido com a "boa vida" que te dá passar,nestes casos vender,o ensinamento aos outros.Vagarosamente e aos pingos de forma a fazer render o peixe.
E isto não é um discurso apressado,é um discurso de timmings corretos,forjado dentro das diferentes experiências e propostas a que fui aderindo,nesta senda auto-eleita.
Por tudo isto,optei por estudar e praticar sózinho,assim,se me engana-se era por minha cabeça que esse engano acontecia e não por uma outra qualquer razão.
A responsabilidade que assumi juntamente com o ensino,não me premite descuidar a minha prática, tanto na shala (sala de práticas) como fora dela,a bem de satya (verdade).
Muitas vezes sinto falta de algúem que possa tirar-me as dúvidas,ou que me toque nos pontos que dôem.A falta dessa pessoa têm resultado em muitos erros,aprendizagem pela experiência baseada nas constantes tentativas e correspondentes enganos,mas o compromisso que assumi de mim para mim,têm sido um valioso aliado,que me têm levado a trilhar esta senda sempre com ânimo renovado.
Sei que quando estiver pronto o professor vai aparecer.Um daqueles que como humano que é também vai errar,mas a pureza de suas intençoes não deixa que esse erro,mesmo que magoe profundamente,caia em saco roto,pois o que conta é a intenção com que as coisas são feitas.
Até lá,cada queda ou aparente fracasso encerra uma nova possibilidade de visão e caminho.
E a prática constante de yoga,feita com a intenção correta,e com corpo e mente presentes vai-nos mudando para melhor,disto eu tenho a mais profunda certeza.
É através desta convicção exprimentada que,sem deixar de agradecer de coração a todos os que me ensinaram e que fazem parte de meu Puja diário,o meu coração se enche de tristeza quando continuo a preceber as mesmas atitudes de sempre em algumas pessoas que fizeram parte do meu passado e ainda aparecem no presente,embora essa precepção torne contornos mais críticos,talvez por no presente preceber que essas atitudes não são ingénuas.
A estes o meu pedido de desculpas pelos meus pensamentos os pesarem ainda mais,e o sincero desejo de que encontrem o seu caminho,o seu svadharma..
É,para mim,tempo de largar bagagens e seguir em frente,despojando-me do passado,olhando com fé para o presente.
É tempo de não alimentar mais o que deve morrer e de não semear o que não deve nascer.


                                                        


                                                                                                         OM TAT SAT

Thursday, November 10, 2011

OS FUNDAMENTOS DO ASHTANGA VINYASA YOGA

O Ashtanga vinyasa yoga,ensinado por Shri Pattabhi Jois,é baseado num antigo manuscrito chamado yoga korunta,redescoberto,ou melhor redesvelado, pois as condições de como o documento foi parar as mãos de shri Krishnamacharya,o guru de Pattabhi Jois, estão envoltas num mistério que toma formas místicas.
Crê-se que o manuscrito contêm um sistema de hatha yoga que corresponderia á prática prescrita por Patañjali,integrando os oito angas da sua codificação,os yoga sutras.
Esta é a razão da correspondência nominal,Ashtanga yoga, entre as duas abordagens.
O manuscrito descoberto no ínicio do sec.XX foi decifrado e organizado por Shri Krishnamacharya nos anos 30,tendo este pedido posteriormente aos seus díscipulos que ensinassem e difundissem o yoga,assim como o seu guru o tinha levado a fazer (um pedido de um guru é uma ordem).
O yoga passava por uma fase de esquecimento e descrédito,sendo olhado pela própria sociedade Indiana e seus proeminentes jovens,como coisa antiga,obsoleta,de um tradicionalismo obscuro,olhando-se para a ciência,a observação e comprovação ciêntifica como o futuro,a modernidade.
A mãe Índia vinha de um colonialismo britânico opressor, que como manobra política de colonização e controle, tentou acabar com todas as formas de pensamento e expressão Hindus.
No auge da loucura tentou-se reescrever a história,contratando historiadores mercenários,que se prestaram ao serviço de desacreditar as escrituras milenares hindus,como o Rig Veda por exemplo,chegando-se ao ponto de a administração inglesa dar ordem de execução dos praticantes de medicina Ayurvédica,ciência que sobreviveu graças á protecção,camufulada,dos príncipes,rájas e maharájas Indianos.
Era portanto urgente restaurar a cultura dos Bharatas,e o yoga era transversal a toda essa cultura.
Deste yoga korunta sairam várias abordagens em relação á prática original,sendo que o Ashtanga vinyasa yoga é uma delas.
Fica então a intrepertação do yoga korunta,nas próprias palavras de shri Pattabhis Jois.